quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Descontrole de algoritmos pode resultar em destruição do meio ambiente, dizem pesquisadores

Você sabe o que é um algoritmo? Algoritmo é uma sequência de instruções definidas utilizada para realizar tarefas mecânica ou eletronicamente. É como se fosse uma receita culinária, só que bem mais complexa. No seu funcionamento, os algoritmos podem repetir passos predefinidos ou fazerem uso de decisões (levando em conta comparações ou lógica).
Os algoritmos são os códigos por trás de aplicativos, sites de busca, satélites, etc. É difícil que pessoas que não são da área de tecnologia da informação parem para pensar no poder dos algoritmos sobre nossas vidas. Atualmente, é difícil encontrar tarefas que não sejam mediadas por uma máquina. Da música ao sistema financeiro, todos os sistemas são impactados por essas sequências de instruções. Da pra imaginar que o meio ambiente não poderia ficar de fora dessa não é mesmo?
De acordo com os pesquisadores que escreveram o "O Código da Bosfera", se não garantirmos o controle dos nossos algoritmos, eles podem resultar em uma destruição devastadora do meio ambiente.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Geração Z quer ação para um futuro sustentável, diz pesquisa

De acordo com uma pesquisa global entre jovens realizada pela Masdar, uma empresa de energia do futuro de Abu Dhabi, a mudança climática será o maior desafio do mundo na próxima década. Apresentada na COP22 de Marrocos, a “Pesquisa Global da Masdar com a Geração Z sobre Sustentabilidade” é o primeiro estudo mundial sobre a opinião dos jovens entre 18 e 25 anos em relação à mudança climática, ao desenvolvimento sustentável e às energias renováveis. 
A pesquisa foi realizada no início deste ano para coincidir com o aniversário de 10 anos da Masdar. Foram entrevistados quase 5.000 jovens pós-milênio em 20 países do Oriente Médio, Norte da África, África Subsaariana, Américas, Europa e Ásia. Ela ilustra claramente o grau de preocupação entre os jovens sobre a mudança climática, com 40% dos entrevistados citando-a como um dos maiores desafios mundiais da próxima década, à frente da economia (34%), terrorismo (32%), pobreza e desigualdade (29%) e do desemprego (29%).
Oito em cada dez (83%) jovens pós-milênio também disseram que os governos precisam escutar mais o que eles têm a dizer sobre sustentabilidade. Um número semelhante (80%) acredita que os líderes atuais não fazem o suficiente para proteger o meio ambiente.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação

Técnicas de neutralização de CO2 por fertilização oceânica são polêmicas e precisam de mais pesquisa

O oceano retém mais de 90% do calor contido nos gases de efeito estufa que produzimos em processos naturais. Ou seja, ele realiza o sequestro de uma quantidade enorme de CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono), cerca de 30%das nossas emissões - é o segundo maior reservatório de CO2, ficando atrás apenas das reservas geológicas.
A fertilização do oceano, outra solução da geoengenharia, consiste no lançamento de ferro em amplas áreas onde há excesso de nutrientes. O ferro estimula o crescimento biológico da região, principalmente de organismos aquáticos como fitoplânctons que irão se proliferar, aumentando a conversão de CO2 da atmosfera em matéria orgânica. A figura mostra manchas de fitoplâncton no mar após o fertilização oceânica.
Essa matéria orgânica se deposita no fundo do oceano e posteriormente, com sua decomposição, cria um estoque de CO2 acumulado também no fundo do mar. Entretanto esse método afeta os principais ciclos naturais do oceano, além de proporcionar efeitos negativos ainda incertos nos serviços ecossistêmicos (em termos locais e globais), alterar a rede alimentar, diminuir o oxigênio, entre outros.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

COP 22: "Compromisso de reduzir aquecimento global não tem volta", dizem Organizações

Os países participantes da 22ª Conferência das Partes sobre Mudança do Clima (COP 22) reafirmaram o compromisso de reduzir o aquecimento global e de construir uma agenda de trabalho para chegar a esse objetivo em dois anos. A avaliação é do secretário executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, e do coordenador da Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, Marcelo Furtado. A conferência teve início no dia 7 de novembro e terminou na sexta-feira (18), no Marrocos.
O objetivo foi regulamentar os detalhes sobre o Acordo de Paris. Esse pacto representa um esforço de mais de 190 países para conter as emissões de gases de efeito estufa e, com isso, limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2 graus Celsius.
Ritll e Furtado lembraram que a COP 21, realizada em 2015, na França, teve um caráter político. Já a conferência deste ano foi técnica, com o objetivo de definir a agenda de trabalho. “O Brasil contribuiu para que a gente tivesse a construção de uma agenda que pode entregar bons resultados nos próximos dois anos. Depende do empenho de todos os países”, disse Rittl. “"Os países deram um sinal inequívoco que o compromisso não tem volta”", ressaltou Furtado.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação

Carregador portátil hidrelétrico converte água corrente em energia

Estar em contato direto com a natureza sempre nos traz experiências ótimas. Mas às vezes é importante ter alguma conexão com dispositivos eletrônicos para facilitar a viagem. Só que, se nossos aparelhos eletrônicos não podem ser recarregados em grande parte de ambientes ao ar livre, como manter contato com a "civilização"? A empresa sul-coreana Enomad pensou em uma solução prática e sustentável para isso.
Estream é um dispositivo hidrelétrico portátil que converte água corrente em energia que poderá ser usada para carregar os mais diversos dispositivos pela entrada USB. É do tamanho de uma garrafa d’água e pesa menos de um quilo; pode carregar até três celulares e, segundo a empresa, a carga é feita duas vezes mais rapidamente do que em dispositivos tradicionais. Basta emergir o aparelho em água corrente e deixar a turbina girar, criando energia - o item demora entre quatro e cinco horas para ser carregado completamente.
Diferentemente dos carregadores que funcionam a energia solar, não é possível carregar os dispositivos ao mesmo tempo em que o Estream está gerando energia, mas como ele também não é dependente da luz solar, é possível deixar o carregador na água durante a noite e, ao acordar, você terá um power bank totalmente carregado.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

Novo Vazamento de óleo da Petrobrás mata botos e peixes no rio Teles Pires, no Amazonas

Quatro dias depois de identificado um vazamento de óleo nas águas do Rio Teles Pires, na Amazônia, ainda não se sabe qual é a origem do problema ou sua dimensão, mas os estragos já começam a surgir nas águas do rio.
Indígenas que vivem na beira do rio, na divisa de Mato Grosso com Pará, têm registrado a ocorrência de mortandade de peixes e tracajás (espécie de cágado comum na Amazônia). Um boto morto (foto) foi encontrado por indígenas da terra indígena Caiabi. Equipes de saúde indígena ligadas à Secretaria de Saúde foram enviadas ao local. O Ibama também trabalha com agentes na região para identificar a causa do vazamento e sua extensão. Segundo relatos de agentes do Ibama e a concessionária Empresa de Energia São Manoel, dona da hidrelétrica que está em construção na área próxima ao vazamento, a mancha de óleo já teria se dissipado na água. Pelo menos outros 900 indígenas vivem em aldeias a cerca de 60 quilômetros da usina. Mais abaixo ainda está a terra indígena mundurucu, onde vivem oito mil pessoas.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br
 Foto: Divulgação

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Efeitos das mudanças climáticas prejudicam vida dos brasileiros, diz Greenpeace

Dez anos depois da publicação do último relatório do Greenpeace sobre os prejuízos decorrentes das mudanças climáticas, novo documento da entidade mostra que pouca coisa mudou. “O que tem de mais emblemático é que, dez anos depois, ainda não conseguimos arrumar uma solução para evitar as mudanças climáticas. Continua uma discussão muito grande, as coisas não saem do papel e os efeitos já estão acontecendo”, avalia o coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil, Márcio Astrini.
Pelo modelo de bandeiras tarifárias, quando a energia vem das usinas hidrelétricas, a tarifa tem um valor, mas se o governo precisa utilizar as termelétricas – que são mais poluentes e mais caras – o consumidor paga um valor adicional pela eletricidade que chega à sua casa.
Como 64% da eletricidade do país vêm das hidrelétricas, menos água nos rios significa menos produtividade e risco de energia mais cara.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação