terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Dubai é a primeira cidade do mundo a implementar indicadores sustentáveis

A União Internacional das Telecomunicações, UIT, divulgou um relatório sobre a implementação dos indicadores chave para cidades inteligentes sustentáveis. O primeiro estudo foi feito com Dubai, nos Emirados Árabes, a primeira cidade a se candidatar ao projeto-piloto em 2015.

A iniciativa da UIT busca criar edifícios e sistemas de abastecimento de água e de transporte inteligentes para cidades no século 21. O secretário-geral da agência da ONU, Houlin Zhao, afirmou que o objetivo é torná-las mais habitáveis e ecológicas. Ele explicou que "as lições aprendidas em Dubai para se transformar numa cidade sustentável inteligente vão ter um grande valor para outras cidades".
Fonte: Rádio ONU
Foto: Divulgação

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Fogos de artifícios podem levar à extinção as últimas andorinhas verdadeiras “inimigas” da dengue

As andorinhas percorrem uma longa viagem exaustiva e perigosa de 12 mil km, aonde morrem aos milhares de fome, por venenos caseiros e agrotóxicos usados na agricultura e vendido livremente em mercados. 

Pássaros e animais têm seus tímpanos estourados, ao voar ou passar perto de bombas.
e rojões.

Estas corajosas e simpáticas aves devoram até 25 mil insetos diariamente. O mosquito da dengue está entre seu cardápio variado, com sua extinção a dengue agradece. Os prefeitos promovem a matança de seus predadores com seus "fumasses", aves, aracnídeos, anfíbios e répteis que vivem destes insetos, são exterminados pelos venenos caseiros e agrotóxicos promovidos por cidadãos e prefeituras que querem se livrar do mosquito, mas ao contrário, transforma a dengue em uma epidemia global, os ovos do mosquito não são atingidos pelo veneno, quando eclodem aos milhões estão livres para picar os humanos, pois seus predadores estão mortos.

Além dos venenos os pesquisadores descobriram também que os (fogos de artifícios) usados em larga escala em festas ou comemorações, as matam indiscriminadamente de maneira cruel justamente na época da reprodução, que se da em outubro, novembro e dezembro.

O barulho dos 
fogos de artificios as apavoram onde adoecem e morrem, algumas sobreviventes fogem abandonando seus ninhos, deixando seus filhotes morrerem por inanição.

Fonte: www.achetudoeregiao.com.br

Foto: Divulgação

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Estudo diagnostica declínio de polinizadores

O uso intensivo de fertilizantes químicos, a destruição e degradação de áreas florestais e o agravamento das mudanças climáticas são as causas do declínio das populações de insetos polinizadores, como abelhas, moscas e borboletas, ao redor do mundo. A conclusão é de um amplo estudo de revisão feito por um grupo internacional de pesquisadores.
No estudo, há ainda indicação de políticas e intervenções que poderiam ajudar a reverter esse cenário. As abelhas e outros insetos polinizadores são conhecidos por proporcionar uma variedade de benefícios econômicos e ambientais, entre os quais a polinização de plantas e a produção de alimentos são os mais notáveis. No Brasil, as abelhas respondem em média por até 24% do ganho em produtividade agrícola em pequenas propriedades rurais.
 Também se estima que a exportação global de mel tenha movimentado US$ 1,5 bilhão em 2007. Em 2016, os benefícios obtidos graças à polinização no mundo, os chamados serviços ecossistêmicos, foram calculados em aproximadamente US$ 577 bilhões. No estudo, os pesquisadores verificaram que as cerca de 20 mil espécies de abelhas conhecidas polinizam mais de 90% das 107 principais culturas do mundo. Não por acaso, 75% da alimentação humana depende direta ou indiretamente da ação de animais polinizadores. O declínio de algumas espécies de abelhas está associado ao processo de industrialização, sobretudo na Europa e na América do Norte, segundo os cientistas.

Os problemas causados pela perda de polinizadores não se restringem à produção agrícola. Segundo eles, há também impactos negativos na reprodução de plantas silvestres, uma vez que mais de 90% das espécies de plantas tropicais com flores e cerca de 78% das espécies de zonas temperadas dependem, pelo menos em parte, da polinização desses insetos.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

Dicas para passar um Natal mais verde

Árvores de plástico podem ser reutilizadas muitas vezes. Jogá-las no lixo significa que elas vão parar em um aterro sanitário, demorando muito tempo para se decomporem. No entanto, se você não tiver nenhuma e for comprar uma nova, talvez seja melhor uma opção natural. Segundo um estudo realizado por uma consultoria ambiental de Montreal (Canadá), as árvores artificiais só são mais sustentáveis se utilizadas por mais de 20 anos, isto baseado na emissão de gases, uso de recursos naturais e impactos na saúde da população.
Uma árvore natural emite apenas 1/3 do carbono de uma árvore artificial durante o tempo de uso comum de seis anos. Além disso, árvores artificiais contêm policloreto de vinila (PVC), um plástico cuja produção emite poluentes orgânicos persistentes (POPs), muito nocivos à saúde de todos os seres vivos, pois são bioacumulativos, ou seja, não são eliminados pelo organismo com o tempo.
Em contrapartida, um outro estudo realizado pela Christmas Tree Association concluiu que as árvores artificiais, se utilizadas de seis a dez anos, são melhores para o meio ambiente, considerando apenas a taxa de emissão de carbono. Apesar das árvores artificiais não necessitarem de água e de seu transporte ser mais fácil, estas não são recicladas pela maioria dos postos de reciclagem.
Em relação às árvores naturais, elas absorvem dióxido de carbono enquanto em fase de crescimento, são mais fáceis de serem reutilizadas, mesmo se já tiverem morrido - podem ser úteis para paisagismo ou até mesmo serem lascadas e utilizadas em pistas de caminhada ou trilha. Porém, o transporte delas é mais difícil dependendo do seu tamanho e da distância do local de compra até a residência.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto; Divulgação




quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Firmado acordo de pesquisa para o controle biológico de pragas

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Koppert do Brasil Sistemas Biológicos, empresa de origem holandesa especializada no controle biológico de pragas na agricultura, anunciaram, a terça-feira, dia 20 de dezembro, um acordo de cooperação para pesquisas, com foco no desenvolvimento de produtos que garantam o controle de pragas e doenças em diferentes culturas agrícolas, por meio do controle biológico.
Com duração de dez anos, o acordo é o primeiro assinado pela Fapesp voltado exclusivamente aos temas relacionados ao aprimoramento do controle biológico na produção agrícola. Este também é o foco de atuação da Koppert no Brasil, onde mantém em sua sede, em Piracicaba (SP), um departamento próprio de Pesquisa e Desenvolvimento que busca aperfeiçoar tecnologias de controle biológico para a agricultura tropical.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

Eólica é a fonte de energia mais barata, aponta pesquisa

Atualmente, a energia eólica é a fonte com custo de expansão mais baixo no Brasil. Os dados são da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e comparam a estimativa de custo de expansão de seis fontes, de 2016 a 2025. De acordo com o estudo, o custo da eólica deve ficar em R$ 155,98/MWh, 46% inferior ao da energia solar, a mais cara dentre as fontes analisadas.
estudo considerou a estimativa de aumento da oferta de energia e do custo médio de expansão. Foram levados em conta apenas os empreendimentos que estarão devidamente conectados às linhas de transmissão, independentemente de sua capacidade de geração.
A fonte já chegou a ser comercializada por R$ 87,50/MWh, no 15º Leilão de Energia Nova, em 2012. O preço da energia eólica é influenciado, principalmente, pela taxa de câmbio, pois a maior parte dos equipamentos que compõem os parques de geração é importada. Outros fatores relevantes são a taxa de juros e a disponibilidade de financiamento do BNDES.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Brasil precisa avançar em políticas proativas para enfrentar a seca, diz estudo

O governo brasileiro continua adotando políticas reativas para enfrentar períodos de seca, mas nos últimos dois anos houve progresso no desenvolvimento de políticas proativas, em especial com a implantação de monitores de seca pelas agências de Águas do Ceará, de Pernambuco e da Bahia. Esta é a conclusão do estudo “Secas no Brasil: política e gestão proativas”, desenvolvido pelo Banco Mundial, Agência Nacional de Águas e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), organização social ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.
O pesquisador do CGEE, Antônio Magalhães, um dos autores da publicação, explicou que o monitoramento é o primeiro pilar para uma política proativa de enfrentamento de secas. Os monitores produzem mapas que permitem saber exatamente em quais pontos está ocorrendo e qual a intensidade da seca, evitando que investimentos e esforços sejam feitos em locais errados. “Isso afasta a questão política do 'estado de seca', que dá direito a investimentos nos municípios, por exemplo”, disse.
“O monitoramento de secas no país ainda é incipiente. Avançou, mas precisa avançar muito mais e não se pode dizer que o governo como um todo abraçou essa ideia. Até porque os governos não conseguem planejar para crises”, explicou o especialista.

Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

Calor foi fundamental para o avanço da Zika no Brasil em 2015, aponta estudo

Pesquisadores britânicos acabam de mostrar com números algo que até agora era apenas uma suspeita: o El Niño recorde de 2015, conjugado à tendência de aquecimento global, foi chave para a epidemia do vírus zika no Brasil, ligada ao aumento do número de casos de microcefalia.
Em estudo publicado em 19 de dezembro, no site do periódico PNAS, os cientistas liderados por Cyril Carminade, da Universidade de Liverpool, sugerem que nunca nos últimos 66 anos as condições climáticas favoreceram tanto o mosquito Aedes aegypti quanto em 2015.
A combinação do calor e da umidade com a falta de imunidade da população brasileira – acredita-se que o zika tenha entrado no país pela primeira vez apenas em 2013 – teriam causado a catástrofe vista em 2015 e em 2016: até o começo de dezembro, segundo o Ministério da Saúde, 2.228 casos de microcefalia confirmados no país. Do 1,3 bilhão de pessoas expostas hoje ao vírus da zika em 75 países e territórios do mundo, 15% estão no Brasil.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

Brasil dialoga sobre metas do clima

 O Ministério do Meio Ambiente (MMA) publicou o documento-base sobre a elaboração da estratégia nacional de implementação da Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) do Brasil, no contexto do Acordo de Paris. Entidades interessadas em comentar o texto, têm até março de 2017, para preencher o formulário e enviá-lo ao endereço eletrônico ndcdobrasil@mma.gov.br. As contribuições serão repassadas ao Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas e às Câmaras Temáticas, no processo de Diálogos Estruturados.
Elaborado no âmbito do Acordo de Cooperação Técnica entre o MMA e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o documento-base tem por finalidade subsidiar os diálogos estruturados que o Ministério promoverá em 2017, com o apoio do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, para a elaboração da NDC do Brasil.
Para a elaboração do texto foram consideradas áreas temáticas derivadas da NDC, contemplando biocombustíveis, florestas, agropecuária, indústria,  transportes e setor elétrico. 
Segundo o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Everton Lucero, o documento vai balizar as discussões com vistas à elaboração da Estratégia Nacional de implementação e Financiamento da NDC. 
A estimativa é que a promoção das ações previstas necessite de uma mobilização de recursos entre R$ 890 bilhões e R$ 950 bilhões até 2030. 
Fonte: www.mma.gov.br
Foto: Divulgação

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Municípios brasileiros são convidados a participar de censo para conhecer mais sobre gestão ambiental

Todos os gestores municipais de meio ambiente estão convidados a participar do censo da Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma), realizado com o apoio do Ministério do Meio Ambiente (MMA). Por meio do questionário, a Anamma poderá conhecer um pouco mais da gestão ambiental nos municípios do Brasil. Projetos, ações e demandas dos órgãos serão mapeados e ajudarão a direcionar políticas públicas e investimentos.
O censo é realizado por meio de questionário que pode ser preenchido até o dia 5 de junho de 2017. O prazo foi prorrogado com o objetivo de alcançar o maior número possível de participantes e, assim, chegar a uma ampla representatividade dos municípios brasileiros. 
A Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma) é uma entidade civil, sem fins lucrativos ou vínculos partidários, representativa do poder municipal na área ambiental, com o objetivo de fortalecer os Sistemas Municipais de Meio Ambiente para implementação de políticas ambientais que venham a preservar os recursos naturais e melhorar a qualidade de vida dos cidadãos.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto: Divulgação

Brasil apresenta estudo sobre Mata Atlântica

No Dia da Restauração de Ecossistemas e da Paisagem Florestal, evento realizado na 13ª Conferência das Partes (COP 13) da Convenção sobre Diversidade Biológica, em Cancun, no México, o Brasil apresentou resultados preliminares dos estudos sobre identificação de áreas prioritárias para restauração da Mata Atlântica. Foram abordados, também, os custos de restauração e cenários do potencial de recuperação e regeneração natural da vegetação nos biomas brasileiros, que estão sendo desenvolvidos no âmbito do Plano Nacional de Recuperação de Mata Nativa (Planaveg).
O objetivo do Planaveg é ampliar e fortalecer as políticas públicas, incentivos financeiros, mercados, boas práticas agropecuárias e outras medidas necessárias para a recuperação da vegetação nativa de, pelo menos, 12,5 milhões de hectares, nos próximos 20 anos. 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto: Divulgação

Influência de mudanças climáticas no derretimento de geleiras é de mais de 90%, aponta estudo

Uma nova metodologia sugere que o aquecimento global e suas causas humanas são realmente os grandes responsáveis pelo recuo de geleiras de montanha durante os séculos XX e XXI. Essas massas de gelo são fundamentais para o abastecimento de água em várias localidades, como a Bolívia, que vive sua pior seca em 25 anos e tem boa parte de seu fornecimento dependente dos Andes e têm diminuído ao redor do planeta em regiões tão diversas quanto o Alasca e os trópicos africanos, a Patagônia e a Suíça. 
O estudo é importante porque fornece pela primeira vez uma prova categórica daquela que é uma das consequências previstas mais imediatas de um planeta mais quente. Embora o elo entre a mudança climática causada por atividades humanas e o degelo esteja claro há anos, até agora os modelos computacionais usados para modelar o clima não conseguiam ligar o derretimento de geleiras individuais ao aquecimento global.
O relatório de avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), painel do clima das Nações Unidas, por exemplo, afirmou em 2013 que era “provável” (conceito que representa cerca de 66% de possibilidade, no linguajar estatístico do IPCC) que os níveis de degelo monitorados no período tivessem sido de fato causados por mudanças climáticas.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto:Divulgação




sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Restauração Florestal é alternativa para o país cumprir metas climáticas

Ao propor perante a Convenção do Clima das Nações Unidas sua contribuição para o acordo global do clima, o Brasil se comprometeu com a restauração e o reflorestamento de 12 milhões de hectares até 2030 e ampliação da escala dos sistemas de manejo sustentável de florestas nativas.

A meta poderá, de uma só tacada, contribuir para a redução de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, impulsionar uma economia de base florestal, com benefícios econômicos e sociais de longo prazo, abrindo precedente inédito nos trópicos.
No entanto, as ações de restauração ainda não têm uma via clara de financiamento

Tampouco há um plano construído e pactuado entre governo, sociedade e setor produtivo que permita recuperar a perda e a degradação florestal no prazo proposto.

A restauração de florestas e de outras formas de vegetação nativa – como Cerrado, Caatinga, manguezais, por exemplo – é apontada oficialmente como uma das estratégias brasileiras de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e de cumprimento ao Código Florestal.

Fonte: http://epoca.globo.com
 Foto: Divulgação

Brasil lança Livro Vermelho da Fauna na COP13

Considerado o país mais biodiverso do mundo, o Brasil lançou nessa quinta-feira (8/12), durante a Conferência das Partes (COP 13) sobre Diversidade Biológica, realizada em Cancun, no México, a edição do "Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção". O levantamento de espécies ameaçadas, realizado entre 2010 e 2014, representa o maior esforço mundial sobre o tema já feito em um país, e agora foi consolidado no livro.
De acordo com o diretor de Ações Socioambientais e Consolidação Territorial em Unidades de Conservação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Cláudio Maretti, a publicação do estudo completo é o primeiro passo para alcançar a extinção zero e funciona como uma das estratégias do país para o cumprimento de metas internacionais de combate à perda da biodiversidade.  
O levantamento analisou o status de conservação de 12.254 espécies e o risco de extinção, incluindo peixes e invertebrados aquáticos. Na lista anterior, divulgada em 2003, haviam sido avaliadas 816 espécies. O livro aponta um incremento na quantidade de espécies ameaçadas. O total nessa situação é de 1.173, divididas em três categorias: Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto: Divulgação

Neutralização de carbono é solução para combater mudanças climáticas

Essa é a marca que estamos deixando no mundo: toneladas de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) por ano geradas pelas atividades humanas. Desde os anos 70 do século XX, as demandas da sociedade excedem a biocapacidade do planeta, que é a quantidade de produção oriunda terra e do mar (cultivo, pastagem, floresta e pescas) disponível para atender as necessidades humanas. Precisamos de 1,5 planeta Terra por ano para manter nosso estilo de vida atual - isso significa que estamos tirando mais do que nos é ofertado, comprometendo as futuras gerações.


Uma das consequências dessa geração de emissões são as mudanças climáticas que nós sentimos na pele, como aumento das temperaturas, eventos naturais mais extremos, crescimento do nível do mar… Os cientistas afirmam que a temperatura não deve ultrapassar um aumento de 2°C até o fim do século - este é o teto considerado seguro para frear o aquecimento global. Mas para atingir esse valor, as emissões de CO2 equivalente (CO2e) devem ser reduzidas entre 40% a 70% até 2050 e chegarem perto de zero em 2100, segundo estimativas do IPCC.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Projeto de produção de plástico biodegradável da UCS é premiado

Quando escolheu fazer o seu estágio final do curso de graduação em Engenharia Química em um curtume na pequena cidade de Tapera (RS), Aline Dettmer – engenheira química pela Universidade Federal de Santa Maria, com mestrado e doutorado em Engenharia Química pela UFRGS – não sabia que estava escolhendo também um tema de pesquisa que a acompanharia em seus estudos de mestrado e doutorado e que isso lhe permitiria iniciar uma carreira na docência e na pesquisa na Universidade de Caxias do Sul, onde ingressou em 2011.

Mais do que isso, em torno desse tema se formaria um grupo de pesquisa que reúne estudantes de graduação, mestrado e doutorado, que buscam soluções inovadoras e ecologicamente corretas para os diversos problemas que decorrem dos processos produtivos da indústria do couro e de calçados.

No dia 18 de novembro, uma equipe constituída por quatro estudantes integrantes do projeto foi premiada na primeira edição do Programa Future Footwear – FF Enterprise, torneio empreendedor realizado pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), com a participação de universidades, aceleradoras de negócios e do Sebrae. Voltado para estudantes de graduação e pós-graduação, o desafio, lançado este ano pelas entidades dos setores de couro e calçados, visa incentivar ideias e soluções inovadoras que possam contribuir para aumentar os níveis de eficiência, competitividade e sustentabilidade do setor.


Com um prêmio de R$ 5 mil, convites para incubação em quatro universidades do RS, e aprendizagens sobre estudos de viabilidade econômica que podem contribuir para aperfeiçoar o plano de negócios ou mesmo uma futura incubação, a equipe comemora os bons resultados de um projeto de pesquisa que, somente em 2015, foi premiado em duas mostras técnicas no Rio Grande do Sul (Mostraseg Caxias do Sul e Mostratec de Novo Hamburgo) e na EXPORECERCA JOVE, de Barcelona.  

Fonte: UCS
Foto: Cláudia Velho/UCS

Países debatem biodiversidade no México

A discussão sobre como o enfoque de serviços ecossistêmico e argumentos econômicos podem contribuir para melhorar a tomada de decisões em favor da biodiversidade encerrou, nesta quarta-feira (7/12), a programação do segundo evento paralelo do Brasil na 13º Conferência das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 13), em Cancun, no México. 
O evento abordou os diálogos internacionais entre Brasil, Índia e Alemanha sobre Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade, Desde 2013, quando foi realizado o primeiro Diálogo, na Alemanha, esses países constituem uma plataforma colaborativa de cooperação. Outros dois encontros aconteceram desde então: em 2014, no Brasil; e em 2015, na Índia, quando o debate foi ampliado para outras nações, como o Butão e a África do Sul.
A iniciativa tem o objetivo de promover intercâmbio sobre os processos acertados em cada país para a consideração do valor da biodiversidade e dos benefícios prestados pelos ecossistemas na formulação de políticas.
A quarta edição do encontro, agora no México, teve por tema “Cooperação internacional e troca de experiências para a conservação da natureza – Diálogo sobre a implementação nacional de iniciativas de TEEB”. Foi organizada pelo Ministério do Meio Ambiente do Brasil (MMA) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Florestas e Mudanças Climáticas do Clima da Índia (MoEFCC), a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável (GIZ), o Centro Helmholtz de Pesquisas Ambientais (UFZ) e com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma/Unep),.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto Divulgação

Governo promoverá discussão sobre clima em 2017

As metas nacionais de corte de carbono serão atingidas com a participação de toda a sociedade brasileira. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) realizará diálogos com governo, setor privado e terceiro setor ao longo do primeiro semestre de 2017 para dar início ao processo de construção da estratégia de implantação dos objetivos assumidos pelo país no contexto do Acordo de Paris sobre mudança do clima. 
A medida foi anunciada em seminário realizado em Brasília, nesta quinta-feira (08/12), pela Câmara dos Deputados. A ideia é produzir estudos e pesquisas para elaborar um documento base que guiará os chamados diálogos estruturados, previstos para ocorrer ao longo dos próximos seis meses. Essas reuniões temáticas terão, também, o apoio do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas (FBMC). 
Assumida perante a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a meta brasileira é cortar 37% das emissões de gases de efeito estufa até 2025, com indicativo de chegar a 43% até 2030 – ambos em comparação a 2005. Para isso, o Brasil propôs medidas para todos os setores econômicos, desde as áreas de energias renováveis até os setores de agropecuária e combate ao desmatamento.
Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto: Divulgação


Insetos polinizadores estão sob ameaça das atividades humanas, dizem especialistas

Os especialistas reunidos na Conferência da ONU sobre Biodiversidade, em Cancún, no México, afirmaram nesta quarta-feira que abelhas, borboletas, besouros e outros insetos estão sob ameaça das atividades humanas. Eles alertam que os países devem modificar suas práticas de agricultura para garantir que a produção das colheitas seja suficiente para cobrir a demanda e evitar perdas econômicas.
Um estudo sobre o assunto mostrou que 75% das safras de alimentos e 90% das plantas dependem de alguma forma da polinização animal. Isto significa, a transferência do pólen entre as partes masculina e feminina das plantas para que elas possam fertilizar e se reproduzir. O valor anual das colheitas agrícolas que dependem de polinização chega a US$ 577 bilhões. Sem a polinização, plantações de café, cacau e maçãs, por exemplo, vão ser duramente atingidas e as perdas podem atingir US$ 191 bilhões em todo o mundo.
A maioria dos polinizadores é considerada selvagem. São mais de 20 mil espécies de abelhas, algumas de moscas, borboletas, mariposas, vespas, besouros, pássaros, morcegos e outros vertebrados.
Os especialistas afirmam que 16% dos polinizadores vertebrados e mais de 40% dos invertebrados estão sob ameaça de extinção.
Fonte: www.e-cycle.com.br
Foto: Divulgação

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Brasil adere ao esforço global pela conservação


O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou em Cancun, no México, a adesão do governo brasileiro ao Desafio de Bonn e à iniciativa 20x20, com uma contribuição voluntária do país de restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares até 2030 para múltiplos fins. Os ministros Sarney Filho e Blairo Maggi (Agricultura) chegaram a esse entendimento durante a Convenção das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 13), que está sendo realizada no México.

Com o objetivo de dar maior escala aos esforços brasileiros de adaptação à mudança do clima, orientados pelo Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), Sarney Filho anunciou, na plenária da COP 13, que serão implementados, até 2030, ao menos 5 milhões de hectares de sistemas agrícolas que combinem agricultura, pecuária e floresta. Essas contribuições brasileiras serão contabilizadas desde 2005.

A contribuição voluntária do Brasil à Iniciativa 20x20 também inclui a recuperação de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020, assim como outras tecnologias que visam ao aumento da resiliência da agricultura brasileira às mudanças do clima.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto: MMA/Divulgação



Proálcool: uma das maiores realizações do Brasil baseadas em ciência e tecnologia


  O Programa Nacional do Álcool (Proálcool), criado por decreto governamental no Brasil em novembro de 1975 e que contribuiu para impulsionar a produção de bioenergia no país nas últimas quatro décadas, representa uma das maiores realizações genuinamente brasileiras baseadas em ciência e tecnologia. Esse marco só foi possível de ser alcançado, entre outras razões, por uma profunda sinergia entre universidades e instituições de pesquisa, empresas e o governo no âmbito do programa.
 
  A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do encontro “Proálcool, universidades e empresas: 40 anos de ciência e tecnologia para o etanol brasileiro", realizado no dia 30 de novembro, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
 
  O objetivo do evento foi mostrar a história do Proálcool, relatando a evolução da cana e do açúcar no Brasil, até o uso do etanol como combustível, no século XX.
 
Foto: Divulgação
 

Consumo e produção de leguminosas têm perdido espaço na América Latina


Na América Latina e no Caribe, as leguminosas têm competido com cultivos mais comerciais e de exportação que ocupam áreas com melhores solos e de mais fácil irrigação, afirmou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
  Segundo uma pesquisa feita pela FAO na região, nas últimas décadas a produção de leguminosas migrou para as regiões mais secas, o que gerou uma queda em seus rendimentos, competitividade, volumes produzidos e no número de produtores que as cultivam.
  O consumo de leguminosas também diminuiu. Atualmente, existe certo estigma social, que associa esse alimento aos extratos mais pobres da sociedade, fato reforçado pela falta de educação e informação sobre benefícios alimentares e grande potencial agrícola.
 
 
Foto: Divulgação
 










  
 
 
 
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Brasil defende integração na biodiversidade

O mundo definirá os próximos passos para a conservação dos ecossistemas e animais que habitam o planeta. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, representará o Brasil nesta sexta-feira (2/12) na abertura do segmento de Alto Nível da 13ª Conferência das Partes (COP 13) sobre diversidade biológica, na cidade mexicana de Cancun. O país defenderá, entre outros pontos, a integração das medidas de proteção da biodiversidade com o setor produtivo.
Mais de 100 ministros de Estado e 10 mil representantes dos setores públicos e privados e da sociedade civil de todo o mundo participarão da Cúpula para fortalecer a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas. A pauta inclui questões ligadas ao progresso na implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e às Metas de Aichi, um conjunto de objetivos para reduzir a perda da biodiversidade a nível mundial.
O segmento de Alto Nível produzirá uma declaração conjunta dos ministros e um relatório para a presidência mexicana da COP 13, que conduzirá as negociações ao longo das próximas duas semanas. Os trabalhos se concentrarão em planos e políticas nos setores de agricultura, silvicultura, pesca e turismo, além de medidas para evitar os impactos negativos e promover melhorias nessas atividades.
Fonte: http://www.mma.gov.br
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Mato Grosso recebe dados sobre mudança do clima

Por causa das alterações no volume de chuvas e da elevação de temperatura, o Pantanal pode passar por eventos climáticos extremos, como secas e alagamentos, nos próximos anos. O dado faz parte de pesquisa inédita do Ministério do Meio Ambiente (MMA), realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 
O levantamento foi apresentado no seminário Indicadores de Vulnerabilidade à Mudança do Clima, que ocorreu na quarta-feira (30/11), em Campo Grande (MS). Faz parte de um projeto que visa à elaboração de um modelo de análise da vulnerabilidade dos municípios em relação aos impactos da mudança climática global. Os estados do Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso do Sul, representativos por bioma, também fazem parte do projeto. 
Fonte: http://www.mma.gov.br
Foto: Divulgação


Empresa desenvolve pratos feitos apenas com folhas

A semente foi plantada por uma visão: pratos para ambientes externos tão renováveis e biodegradáveis quanto as folhas que caem das árvores. E a semente não apenas foi plantada como germinou, cresceu e deu folhas - ou melhor, pratos de folhas. Depois de anos de pesquisa, desenvolvimento de design, elaboração de vários protótipos e realização de testes, a Leaf Republic conseguiu desenvolver pratos e bandejas a partir de folhas.

Os pratos são feitos exclusivamente de folhas. Segundo os produtores, as camadas do topo e da base são compostas por folhas de alguns tipos de árvores costuradas com fibras de folhas de palmeira; e a camada que fica no meio é um papel também feito a partir de folhas (ou seja, nenhuma árvore é derrubada). As máquinas desenvolvidas ao longo de três anos prensam os matérias no formato de recipientes. Devido às características naturais mescladas com o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos de produção, há resistência do item final e os pratos são à prova d'água. Não há plásticos, aditivos, óleo ou químicos envolvidos no processo.


Fonte: http://www.ecycle.com.br

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Técnicas de captura direta e armazenamento de carbono são alternativas para reduzir grandes fontes de emissões

Nosso modo de vida atual ainda é muito dependente de combustíveis fósseis (gás natural, petróleo e carvão mineral), e esses são os grandes vilões do aquecimento global. A combustão dessas fontes tradicionais emite grandes quantidades de gases de efeito estufa na atmosfera e é alvo de preocupação de governos e especialistas que tentam desenvolver mecanismos para minimizar os impactos no meio ambiente.
Segundo relatório do International Energy Agency (IEA) a solução de geoengenharia de captura e armazenamento de carbono - CCS (sigla em inglês para carbon capture and storage) é a única opção que pode trazer reduções significativas para o uso de combustíveis fósseis. Sem essa técnica, os objetivos de longo prazo para frear o problema do aquecimento global talvez não sejam alcançados.
Além de reduzir emissões de geração de energia, a tecnologia também pode ser aplicada em grandes fontes poluidoras, como indústrias de aço e ferro, cimento, refinarias, entre outros. O CCS tem capacidade de reduzir 13% a concentração de CO2 na atmosfera necessária para limitar o aquecimento global em 2°C previsto para 2050. As energias renováveis irão contribuir para a redução de 30% de CO2 atmosférico.
Fonte: www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

Desastres ambientais impactam pequenas e grandes cidades

A maioria dos pequenos municípios brasileiros, cuja população é composta por até 100 mil habitantes e onde está concentrada metade da população brasileira, não tem um fundo de financiamento de ações de adaptação a mudanças ambientais, como a elevação da temperatura e do volume de chuvas, ou de aumento da resiliência e de mitigação de impactos de desastres naturais.
A falta de recursos financeiros e humanos para lidar com questões ambientais e desastres naturais apresentada por esses pequenos municípios – que representam 95% das cidades brasileiras – os torna mais vulneráveis a ser arrasados por desastres ambientais como o que ocorreu em Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015. A avaliação foi feita por Ricardo Ojima, professor do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante palestra no seminário Finding solutions for urban resilience to nature’s challenges, realizado entre os dias 28 e 29 de novembro, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O objetivo do evento foi fomentar o desenvolvimento de novas colaborações científicas entre pesquisadores do Estado de São Paulo e finlandeses e apresentar os resultados de pesquisas apoiadas pela Fapesp em áreas como resiliência urbana, meteorologia, planejamento urbano e segurança hídrica.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os efeitos da caça ilegal

Proibida no país desde os anos 1960, a atividade reduziu a população de várias espécies de animais e elevou o risco de desequilíbrio ambiental. O período entre os anos 1930 e 1960 é chamado de “época da fantasia” em muitas partes da Amazônia. “Fantasia” eram as peles de felinos exportadas para o mercado da moda norte-americano e europeu. Só a venda de pele das espécies mais exploradas – que incluíam jacarés, peixes-boi, veados, porcos-do-mato, capivaras e ariranhas – movimentou cerca de US$ 500 milhões (em valores atuais) durante o auge desse comércio. 
De 1904 a 1969, algo em torno de 23 milhões de animais silvestres de ao menos 20 espécies foram mortos para suprir o consumo de couros e peles. Esses dados, apresentados em um artigo publicado em outubro na revista Science Advances, referem-se apenas ao que ocorreu nos estados de Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas.
O biólogo André Antunes, primeiro autor desse trabalho, calculou o número de animais abatidos no período ao combinar as informações disponíveis nos registros comerciais e portuários com as anotadas nos chamados manifestos de carga, relações detalhadas dos materiais transportados pelos navios que partiam do interior da Amazônia para o porto de Manaus.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação/Ibama