terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Brasil adere ao esforço global pela conservação


O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, anunciou em Cancun, no México, a adesão do governo brasileiro ao Desafio de Bonn e à iniciativa 20x20, com uma contribuição voluntária do país de restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares até 2030 para múltiplos fins. Os ministros Sarney Filho e Blairo Maggi (Agricultura) chegaram a esse entendimento durante a Convenção das Partes sobre Diversidade Biológica (COP 13), que está sendo realizada no México.

Com o objetivo de dar maior escala aos esforços brasileiros de adaptação à mudança do clima, orientados pelo Plano de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (Plano ABC), Sarney Filho anunciou, na plenária da COP 13, que serão implementados, até 2030, ao menos 5 milhões de hectares de sistemas agrícolas que combinem agricultura, pecuária e floresta. Essas contribuições brasileiras serão contabilizadas desde 2005.

A contribuição voluntária do Brasil à Iniciativa 20x20 também inclui a recuperação de 5 milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020, assim como outras tecnologias que visam ao aumento da resiliência da agricultura brasileira às mudanças do clima.

Fonte: Ministério do Meio Ambiente
Foto: MMA/Divulgação



Proálcool: uma das maiores realizações do Brasil baseadas em ciência e tecnologia


  O Programa Nacional do Álcool (Proálcool), criado por decreto governamental no Brasil em novembro de 1975 e que contribuiu para impulsionar a produção de bioenergia no país nas últimas quatro décadas, representa uma das maiores realizações genuinamente brasileiras baseadas em ciência e tecnologia. Esse marco só foi possível de ser alcançado, entre outras razões, por uma profunda sinergia entre universidades e instituições de pesquisa, empresas e o governo no âmbito do programa.
 
  A avaliação foi feita por pesquisadores participantes do encontro “Proálcool, universidades e empresas: 40 anos de ciência e tecnologia para o etanol brasileiro", realizado no dia 30 de novembro, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
 
  O objetivo do evento foi mostrar a história do Proálcool, relatando a evolução da cana e do açúcar no Brasil, até o uso do etanol como combustível, no século XX.
 
Foto: Divulgação
 

Consumo e produção de leguminosas têm perdido espaço na América Latina


Na América Latina e no Caribe, as leguminosas têm competido com cultivos mais comerciais e de exportação que ocupam áreas com melhores solos e de mais fácil irrigação, afirmou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
  Segundo uma pesquisa feita pela FAO na região, nas últimas décadas a produção de leguminosas migrou para as regiões mais secas, o que gerou uma queda em seus rendimentos, competitividade, volumes produzidos e no número de produtores que as cultivam.
  O consumo de leguminosas também diminuiu. Atualmente, existe certo estigma social, que associa esse alimento aos extratos mais pobres da sociedade, fato reforçado pela falta de educação e informação sobre benefícios alimentares e grande potencial agrícola.
 
 
Foto: Divulgação
 










  
 
 
 
 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Brasil defende integração na biodiversidade

O mundo definirá os próximos passos para a conservação dos ecossistemas e animais que habitam o planeta. O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, representará o Brasil nesta sexta-feira (2/12) na abertura do segmento de Alto Nível da 13ª Conferência das Partes (COP 13) sobre diversidade biológica, na cidade mexicana de Cancun. O país defenderá, entre outros pontos, a integração das medidas de proteção da biodiversidade com o setor produtivo.
Mais de 100 ministros de Estado e 10 mil representantes dos setores públicos e privados e da sociedade civil de todo o mundo participarão da Cúpula para fortalecer a conservação e o uso sustentável dos ecossistemas. A pauta inclui questões ligadas ao progresso na implantação do Plano Estratégico para a Biodiversidade 2011-2020 e às Metas de Aichi, um conjunto de objetivos para reduzir a perda da biodiversidade a nível mundial.
O segmento de Alto Nível produzirá uma declaração conjunta dos ministros e um relatório para a presidência mexicana da COP 13, que conduzirá as negociações ao longo das próximas duas semanas. Os trabalhos se concentrarão em planos e políticas nos setores de agricultura, silvicultura, pesca e turismo, além de medidas para evitar os impactos negativos e promover melhorias nessas atividades.
Fonte: http://www.mma.gov.br
Foto: Divulgação

Mato Grosso recebe dados sobre mudança do clima

Por causa das alterações no volume de chuvas e da elevação de temperatura, o Pantanal pode passar por eventos climáticos extremos, como secas e alagamentos, nos próximos anos. O dado faz parte de pesquisa inédita do Ministério do Meio Ambiente (MMA), realizada em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 
O levantamento foi apresentado no seminário Indicadores de Vulnerabilidade à Mudança do Clima, que ocorreu na quarta-feira (30/11), em Campo Grande (MS). Faz parte de um projeto que visa à elaboração de um modelo de análise da vulnerabilidade dos municípios em relação aos impactos da mudança climática global. Os estados do Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Maranhão, Amazonas e Mato Grosso do Sul, representativos por bioma, também fazem parte do projeto. 
Fonte: http://www.mma.gov.br
Foto: Divulgação


Empresa desenvolve pratos feitos apenas com folhas

A semente foi plantada por uma visão: pratos para ambientes externos tão renováveis e biodegradáveis quanto as folhas que caem das árvores. E a semente não apenas foi plantada como germinou, cresceu e deu folhas - ou melhor, pratos de folhas. Depois de anos de pesquisa, desenvolvimento de design, elaboração de vários protótipos e realização de testes, a Leaf Republic conseguiu desenvolver pratos e bandejas a partir de folhas.

Os pratos são feitos exclusivamente de folhas. Segundo os produtores, as camadas do topo e da base são compostas por folhas de alguns tipos de árvores costuradas com fibras de folhas de palmeira; e a camada que fica no meio é um papel também feito a partir de folhas (ou seja, nenhuma árvore é derrubada). As máquinas desenvolvidas ao longo de três anos prensam os matérias no formato de recipientes. Devido às características naturais mescladas com o desenvolvimento tecnológico dos equipamentos de produção, há resistência do item final e os pratos são à prova d'água. Não há plásticos, aditivos, óleo ou químicos envolvidos no processo.


Fonte: http://www.ecycle.com.br

Foto: Divulgação


Técnicas de captura direta e armazenamento de carbono são alternativas para reduzir grandes fontes de emissões

Nosso modo de vida atual ainda é muito dependente de combustíveis fósseis (gás natural, petróleo e carvão mineral), e esses são os grandes vilões do aquecimento global. A combustão dessas fontes tradicionais emite grandes quantidades de gases de efeito estufa na atmosfera e é alvo de preocupação de governos e especialistas que tentam desenvolver mecanismos para minimizar os impactos no meio ambiente.
Segundo relatório do International Energy Agency (IEA) a solução de geoengenharia de captura e armazenamento de carbono - CCS (sigla em inglês para carbon capture and storage) é a única opção que pode trazer reduções significativas para o uso de combustíveis fósseis. Sem essa técnica, os objetivos de longo prazo para frear o problema do aquecimento global talvez não sejam alcançados.
Além de reduzir emissões de geração de energia, a tecnologia também pode ser aplicada em grandes fontes poluidoras, como indústrias de aço e ferro, cimento, refinarias, entre outros. O CCS tem capacidade de reduzir 13% a concentração de CO2 na atmosfera necessária para limitar o aquecimento global em 2°C previsto para 2050. As energias renováveis irão contribuir para a redução de 30% de CO2 atmosférico.
Fonte: www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação