sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Desastres ambientais impactam pequenas e grandes cidades

A maioria dos pequenos municípios brasileiros, cuja população é composta por até 100 mil habitantes e onde está concentrada metade da população brasileira, não tem um fundo de financiamento de ações de adaptação a mudanças ambientais, como a elevação da temperatura e do volume de chuvas, ou de aumento da resiliência e de mitigação de impactos de desastres naturais.
A falta de recursos financeiros e humanos para lidar com questões ambientais e desastres naturais apresentada por esses pequenos municípios – que representam 95% das cidades brasileiras – os torna mais vulneráveis a ser arrasados por desastres ambientais como o que ocorreu em Mariana, em Minas Gerais, em novembro de 2015. A avaliação foi feita por Ricardo Ojima, professor do Departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), durante palestra no seminário Finding solutions for urban resilience to nature’s challenges, realizado entre os dias 28 e 29 de novembro, na Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).
O objetivo do evento foi fomentar o desenvolvimento de novas colaborações científicas entre pesquisadores do Estado de São Paulo e finlandeses e apresentar os resultados de pesquisas apoiadas pela Fapesp em áreas como resiliência urbana, meteorologia, planejamento urbano e segurança hídrica.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Os efeitos da caça ilegal

Proibida no país desde os anos 1960, a atividade reduziu a população de várias espécies de animais e elevou o risco de desequilíbrio ambiental. O período entre os anos 1930 e 1960 é chamado de “época da fantasia” em muitas partes da Amazônia. “Fantasia” eram as peles de felinos exportadas para o mercado da moda norte-americano e europeu. Só a venda de pele das espécies mais exploradas – que incluíam jacarés, peixes-boi, veados, porcos-do-mato, capivaras e ariranhas – movimentou cerca de US$ 500 milhões (em valores atuais) durante o auge desse comércio. 
De 1904 a 1969, algo em torno de 23 milhões de animais silvestres de ao menos 20 espécies foram mortos para suprir o consumo de couros e peles. Esses dados, apresentados em um artigo publicado em outubro na revista Science Advances, referem-se apenas ao que ocorreu nos estados de Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas.
O biólogo André Antunes, primeiro autor desse trabalho, calculou o número de animais abatidos no período ao combinar as informações disponíveis nos registros comerciais e portuários com as anotadas nos chamados manifestos de carga, relações detalhadas dos materiais transportados pelos navios que partiam do interior da Amazônia para o porto de Manaus.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação/Ibama

Degelo Ártico ameaça os ecossistemas locais

O Ártico enfrenta mudanças climáticas bruscas que ameaçam os ecossistemas locais e podem ter consequências catastróficas para o restante do planeta. É o que mostra o Arctic Resilience Report, relatório resultante de cinco anos de pesquisa de cientistas do Instituto de Pesquisas Ambientais de Estocolmo. O relatório apresenta 19 “pontos de virada” já em curso ou próximos de entrar em curso, que podem ser desencadeados pelo derretimento da banquisa (camada de mar congelado que recobre o Oceano Ártico) na região. 
Esses pontos de virada são caracterizados por mudanças rápidas ou bruscas em um sistema natural, que podem causar alterações irreversíveis em outros ecossistemas próximos. Verões sem gelo marinho, o colapso de sistemas de pesca do Ártico, transformação de paisagens e mudanças de solo e vegetação estão entre as possíveis consequências cujos efeitos poderiam afetar mais regiões do planeta.
Um desses pontos é o chamado “feedback de albedo”, ou a mudança no padrão de absorção de radiação pela superfície. Com o aquecimento global, o gelo e a neve (que são brancos e rebatem a maior parte da radiação solar de volta para o espaço) dão lugar à tundra, mais escura, que absorve radiação e esquenta mais a região. Isso, por sua vez, eleva a temperatura do solo, liberando gás metano da matéria orgânica antes congelada, que eleva ainda mais as temperaturas, num círculo vicioso. Já a mudança na distribuição de gelo no oceano pode causar mudanças que chegam até a Ásia.
O mais temido desses “pontos de virada” é a perda do gelo marinho permanente na bacia do Ártico, o que causaria problemas sérios para espécies como o urso polar, mas também mudaria os padrões meteorológicos em boa parte do hemisfério Norte, já que o regime de ventos na região é controlado em parte pelo Oceano Ártico. Embora o IPCC (o painel do clima da ONU) tenha descartado que o gelo da região já tenha atingido o ponto de virada, o monitoramento da banquisa em 2016 tem deixado os cientistas de cabelo em pé.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Divulgação

Mundo tem capacidade de criar sistemas de transporte sustentáveis, diz secretário-geral da ONU

Durante a primeira Conferência Global de Transporte Sustentável, realizada em 26 e 27 de novembro, em Ashkhabad, Turcomenistão, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse às delegações presentes que o mundo tem determinação, compromisso, imaginação e criatividade necessários para transformar os transportes em um sistema sustentável. Ele afirmou que essa mudança consciente é positiva para o bem-estar, para o progresso social e para a proteção do planeta.
O chefe da ONU também mencionou os impactos do setor para a saúde pública. Os acidentes de trânsito matam 1,25 milhão de pessoas por ano, sendo que nove em cada dez casos acontecem em países em desenvolvimento. Outro problema é o tráfego intenso nas grandes cidades, que prejudica a produtividade. Além disso, o transporte contribui para a poluição do ar, que custa mais de três milhões de vida por ano.
No Turcomenistão, Ban aproveitou para sugerir sete ideias para mudanças no setor. A primeira é a criação de políticas integradas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs). A segunda é para que a comunidade internacional trate das vulnerabilidades dos países menos desenvolvidos, que precisam, segundo ele, de “cruzamento de fronteiras simplificado e leis regionais harmonizadas. A terceira ideia é a promoção de sistemas de transportes eficientes nas cidades. Ban pediu melhoras no transporte público e promoção do ciclismo e das caminhadas.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Fotos Públicas/Paulo Pinto

Intemperismo pode ser solução para captura de gás carbônico

Uma parte importante do ciclo do carbono é a transformação química das rochas que, pelo intemperismo químico, se tornam uma forma natural de remoção e fixação de CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico) da atmosfera. O intemperismo é o conjunto de alterações físicas e químicas de rochas expostas na superfície da Terra. Ele é causado pelo clima (chuvas, sol), relevo (alta declividade, baixadas), rocha-mãe (composição mineralógica), tempo (exposição), fauna e flora (matéria orgânica para reações químicas e remobilizando materiais). 
A parte do processo em questão - que é capaz de absorver CO2 - ocorre pela dissolução de silicatos minerais, que naturalmente demora milhares de anos para ocorrer. Como essa escala de tempo não é suficiente para compensar as emissões atuais e controlar o aquecimento global, especialistas criaram uma técnica que consiste em acelerar esse processo.

Um exemplo é a olivina (um silicato). Esse mineral pode ser triturado e espalhado por áreas de agricultura em que o CO2 será convertido em carbonatos sólidos, removendo-os da atmosfera. Do solo, seriam transportados para rios e por fim chegariam ao oceano, onde seriam precipitados. O silicato também pode ser lançado diretamente nos oceanos e em praias. 

Fonte: http://www.ecycle.com.br

Foto: Divulgação



terça-feira, 29 de novembro de 2016

FAO e parceiros lançam campanha para reduzir desperdício de alimentos

A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) lançou no fim de outubro (20) em parceria com a Embrapa e a WWF-Brasil uma campanha digital com o objetivo de reduzir o desperdício de alimentos, em meio às iniciativas para o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro).
Com ações nas redes sociais  a campanha #SemDesperdício convida os consumidores a refletir sobre o tema por meio do vídeo "Gastronomia- Todo mundo tem a sua. Mas o que acontece com a comida que não entra na sua mania?
A campanha lançou o site www.semdesperdicio.org, por meio do qual o público é chamado a participar do desafio “Uma Mania a Menos”. Na ação, a pessoa receberá um e-mail diário ao longo de dez dias com dicas para reduzir o desperdício de alimentos.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação


Mudança climática ameaça segurança das mulheres, diz Unesco

No Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado nesta segunda-feira (28), a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) chamou atenção para a mudança climática e os recursos escassos como fatores que alimentam a violência contra as mulheres — em casa, nas ruas e durante desastres naturais causados pelo clima.
A mudança climática é um multiplicador de ameaças — pode agravar a migração e o deslocamento de populações, assim como contribuir para problemas nas colheitas ou inundações, aumentando assim a pressão nos lares e nos meios de subsistência, disse em mensagem a diretora-executiva da Unesco, Irina Bokova.
Estudos mostram que as mulheres são responsáveis por 65% da produção alimentar doméstica na Ásia, por 75% na África Subsaariana e por 45% na América Latina. Com frequência, são os papéis tradicionais das mulheres que as colocam em maiores riscos derivados da mudança climática – elas se tornam vulneráveis à violência ao ter de andar dezenas de quilômetros todos os dias para garantir comida, água e lenha, ou após serem deslocadas ou empobrecidas por desastres.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: ONU/divulgação