sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Agência da ONU apresenta programa para eliminar HCFCs do setor de espumas

Especialistas no setor de espumas de poliuretano se reuniram em São Paulo para discutir as novas tecnologias do setor, trocar experiências e lançar produtos para o mercado, na maior feira de poliuretano da América Latina, a “Feiplar Composites & Feipur”, ocorrida no início de novembro.
Nos estandes dos mais de 100 expositores, diversos tipos de produtos feitos a partir da espuma de poliuretano foram expostos, como travesseiros, colchões, painéis de carro, volantes, impressoras 3D, sapatos e painéis fabricados no Brasil e no exterior. Nos três dias, cerca de dez mil pessoas visitaram o evento, de acordo com a organização.
O Ministério do Meio Ambiente (MMA), em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), trabalha para eliminar os HCFCS.
Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação


Neutralização de CO2 por plantio de árvores é alternativa para reduzir pegada

Com o cálculo das emissões de gases de efeito estufa (GEEs) é possível realizar a quantificação de árvores necessárias para compensar esse tipo de emissão. As árvores absorvem CO2 (gás carbônico ou dióxido de carbono) pela fotossíntese, usado para seu crescimento, que é armazenado na biomassa (folhas, tronco, raízes) e é o estoque de carbono. Mas elas também emitem CO2 quando respiram e quando morrem (decomposição ou queima de sua biomassa). Quando o carbono absorvido em uma floresta excede a emissão de CO2 devido à respiração das árvores, ocorre o chamado sequestro de carbono.
A neutralização das emissões via árvores ocorre pelo sequestro de carbono da atmosfera, que é fixado na biomassa da planta, ou seja, sequestrado do meio ambiente para ser fixado na planta. Uma árvore, em média, é capaz de sequestrar 15,6 quilos de CO2 por ano - isso facilita a determinação de quantas árvores serão necessária para neutralizar as emissões de empresas obtidas no inventário de emissão de GEEs. O plantio de árvores também é o método mais acessível para pessoas físicas que desejam neutralizar suas emissões do dia a dia, sem esquecer, é claro, que é essencial reduzir a pegada de carbono fazendo melhores escolhes diárias. Existem calculadoras que contabilizam o CO2 emitido e quantas árvores são necessárias para neutralizar determinado valor.
Em programas de preservação, muitas vezes as árvores já são adultas e têm grande estoque de carbono por hectare, assim existem custos de manutenção florestal, bem como infraestrutura e administração.

Fonte: http://www.ecycle.com.br
Foto: Divulgação


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

2016 deverá ser o ano mais quente da história

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) divulgou na segunda-feira (14) um estudo no qual aponta que 2016 “provavelmente” seja o ano mais quente da história, superando o recorde batido em 2015. De acordo com dados preliminares apresentados pela agência da Organização das Nações Unidas (ONU), o aumento da temperatura global neste ano será 1,2°C acima dos níveis pré-industriais. Segundo o levantamento, as temperaturas registradas entre janeiro e setembro de 2016 ficaram 0,88°C mais altas do que a média entre 1961 e 1990 (14ºC). A média é adotada como referência para acompanhar as temperaturas.
O pico de temperatura foi registrado nos primeiros meses do ano devido à intensidade registrada em 2015 e 2016 do fenômeno conhecido como El Niño, que provoca o aquecimento da temperatura das águas em alguns pontos do Oceano Pacífico. O calor oceânico decorrente deste fenômeno contribuiu também para o branqueamento dos recifes de coral e a elevação do nível do mar acima do normal, informou a OMM.
Ainda segundo a entidade, apesar de o calor do El Niño já ter amenizado, os efeitos da subida de temperatura continuarão a ser sentidos no planeta. Também contribuem para a alta das temperaturas as concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera, acrescenta o estudo. De acordo com a OMM, em 2015, as concentrações médias anuais de dióxido de carbono em todo o mundo chegaram pela primeira vez a 400 partes por milhão.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Rádio ONU/Divulgação

COP22 destaca importância das cidades na implementação do Acordo de Paris

Durante o encontro realizado em 10 de novembro, a Conferência das Partes sobre o Clima (COP22), realizada em Marraquexe, no Marrocos, destacou a necessidade de ações conscientes executadas por cidades, bairros e regiões em todo mundo para a implementação do Acordo de Paris, que entrou em vigor no dia 4 de novembro.
Atualmente, as áreas urbanas representam cerca de 70% das emissões globais de poluentes. “Ações positivas realizadas pelas cidades, bairros e outras regiões serão cruciais para limitar o aquecimento global a 2 graus Celsius, e até mesmo mantê-lo em 1,5 grau Celsius”, disse o secretário-geral da organização Governos Locais pela Sustentabilidade (Iclei), Gino Van Begin, durante o Dia de Ação das Cidades e Assentamentos Urbanos da COP22.

Para a cientista-chefe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Jacqueline McGlade, “se os edifícios novos forem essencialmente concebidos em torno do aquecimento passivo, eles podem reduzir a carga sobre o fornecimento de energia em até 40%”, disse, referindo-se à utilização da radiação solar direta para aquecimento ambiental de edificações.
Fonte: http://www.ecycle.com.br/
Foto: ONU habitat/Julius Mwelu

Como evitar os riscos do descarte incorreto de medicamentos?

Brasil é o sétimo país que mais consome medicamentos do mundo, mas existe pouca legislação referente ao descarte correto de medicamentos vencidos ou sem uso. A logística reversa da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) abrange certos materiais que são prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente - mesmo tendo esse tipo de característica, os medicamentos ainda não entraram nessa lista. Entretanto, existe uma norma para regulamentar os procedimentos de logística reversa de medicamentos de uso humano vencidos e/ou em desuso. 
O descarte de medicamentos é um problema que ocorre no mundo todo e é relativamente novo, e apresenta riscos a água, solo, animais e também à saúde pública. Nos Estados Unidos, a população recebe orientações para descartar alguns medicamentos na privada ou no lixo, pois eles dão prioridade a reduzir o risco de uso não intencional ou overdose.

Mas o risco ambiental emergente está presente nesse tipo de atitude, devido ao “micropoluentes”. Assim, os consumidores contribuem com uma quantidade pequena, mas que quando acumulados causam grandes consequências. E o pior é que grande parte das pessoas não sabe o mal que está fazendo ao descartar medicamentos no lixo comum ou no vaso sanitário. Cerca de 20% de todos os medicamentos que utilizamo são descartados de forma irregular.

Fonte: http://www.ecycle.com.br

Foto: Divulgação


Mudança climática causará tragédia humana, diz ONU

Um grupo internacional de cientistas acaba de publicar um estudo no qual prevê que a concentração de dióxido de carbono no ar em 2016 terá a maior elevação de todos os tempos e terminará o ano no patamar de 404 ppm. Ou seja, em cada milhão de moléculas de ar no planeta, haverá 404 do principal gás de efeito estufa. 
Dito assim parece pouca coisa. Mas, nos últimos 800 mil anos, essa concentração jamais ultrapassou 300 ppm. E, quando chegou nesta faixa, o mar subiu cerca de dez metros no mundo todo, devido ao derretimento do gelo da Groenlândia e de parte da Antártida.

É que o gás carbônico segue a máxima segundo a qual os piores venenos estão nos menores frascos: ele é tão eficiente em aprisionar o calor irradiado pela Terra na atmosfera que mesmo uma quantidade ínfima tem grande potencial de aquecer o planeta.

Então, 404 ppm definitivamente não parece um limiar recomendável para cruzar. Só que é tarde demais agora: o climatologista Richard Betts, do Met Office britânico, e seus colegas afirmam que não retornaremos tão cedo a patamares de concentração de CO2 menores do que 400 ppm. Mesmo que a taxa anual de acúmulo desse gás no ar caia nos próximos anos em relação a 2016 o que é muito provável que aconteça , a humanidade poderá ultrapassar o limite de 450 ppm em cerca de 25 anos. Este é o limite que separa o mundo de um aquecimento potencialmente catastrófico neste século.

Fonte: http://www.achetudoeregiao.com.br
Foto: Divulgação

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Governo vai vetar artigo da MP do setor elétrico que incentiva uso de carvão mineral

O presidente Michel Temer vai vetar um artigo incluído na Medida Provisória (MP) 735 que previa a criação de um programa de modernização para implantar novas termelétricas movidas a carvão mineral no país. Em carta enviada ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, Temer diz que o artigo 20 da MP será vetado por causa da abrangência de seu conteúdo e da complexidade das matérias envolvidas. O texto deve ser sancionado pelo presidente com vetos na semana que vem.
O veto ao artigo 20 da medida provisória, conhecida como MP do setor elétrico, estava sendo reivindicado por diversas entidades ambientais, inclusive pelo próprio Ministério do Meio Ambiente, que recomendou o veto ao presidente. Para o Ministério, o dispositivo promove a construção de novas usinas termelétricas movidas a carvão mineral, em discordância com o desenvolvimento sustentável. “Estimativas apontam que o carvão é responsável por entre 30% e 35% do total de emissões de CO2, principal agente do efeito estufa, afastando o Brasil do compromisso assumido perante a comunidade internacional, no âmbito do Acordo de Paris”, diz o ministério.
Fonte: www.ecodebate.com.br
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil